Forró roqueiro

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Ai daquele artista que limita suas referências! Não é porque você se dedica a um estilo que não deva beber da fonte de outros. Todo grande artista sabe que expandir horizontes e ampliar o imaginário poético são atitudes essenciais para oxigenar sua arte.

E não é porque o negócio dela é forró, que a banda Calcinha Preta se limita a buscar ~inspiração~ em quem tira som de sanfona e zabumba. Nada disso! Visionários e claramente roqueiros, eles acrescentam a “cor local” do ritmo brasileiro a canções de rock consagradas.

As longas e luzidias madeixas de Berg Rabelo – tal qual um André Matos do forró estilizado – não negam as influências roqueiras. Quase consigo visualizá-lo antes da fama, diante do espelho a proferir o seguinte discurso: “Um dia subirei num palco e honrarei meus ídolos no ritmo da sanfona e do sintetizador”. Maktub, já estava escrito.

calcinhapreta

Os roqueiros podem quebrar guitarras e rasgar as camisetas pretas, mas não podem negar o tributo. Apreciem o forró roqueiro.

Versão de U2 – Unforgettable Fire

Versão de Europe – Carrie

Versão de Angra – Bleeding Heart

E você aí, achando que forró e rock não podiam ocupar o mesmo lugar no espaço, hein?!

Por amor aos carros

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Pra você que gosta de colocar uma boa musica pra relaxar no trânsito infernal de qualquer lugar do mundo. saiba que vários compositores fizeram musicas terríveis dedicando o seu amor aos automóveis.

Em primeiro lugar o ilustríssimo Almir Rogério com seu possante Fuscão Preto. e um clip com a musa dos baixinhos Xuxa.

como não poderia faltar o Rei e seu inabalável calhambeque.

è uma pena terem roubado o camaro amerelo…

Pessoas felizes brilhando

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Shiny Happy People sempre foi um mistério para mim. A música é tão ruim que chega dói, mas é amada por todos. Eu a amo, genuinamente. Ela é tão terrível que é boa. O negativo com negativo vira positivo? Que circunstâncias levaram uma banda cult, tão inteligente, literária, e até um pouco sombria, como o R.E.M. a compor e gravar canção tão absurda?

A letra é feliz, e de um apelo gritante, afinal quem não quer pensar que “pessoas brilhantes e felizes dão as mãos?”. Quando você começa a achar que tudo é irônico, vem esse clipe que, literalmente, traz a banda e outras pessoas felizes e brilhantes pulando e dando as mãos.  Pra completar, há a absurda a presença do backing vocal de Kate Pierson do B-52. Só o brinco que ela usa no clipe merecia intervenção.

Mas fazendo pesquisa a gente descobre tudo… O negócio era mesmo irônico. O refrão vem dos dizeres do slogan de um pôster de propaganda governamental chinesa. E 1991, o ano da canção, veio dois anos depois do episódio da Praça Tiananmen. Esse R.E.M., sempre político, filosófico, profundo.

Mesmo assim, a musicalidade é irritante, com esse riff grudento. Alguém já parou para pensar que ela parece propositalmente irritante? Disso não sei, sei que a música é bastante séria em seu propósito de nos fazer pular e dançar dando a mãozinha prozamigo na pista (quem nunca?, quem nunca?).

E eu também sou muito fã da versão Vila Sésamo da coisa toda, Furry Happy People:

Divas do Brasil

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Nas andanças na web, me deparei com o esta empreitada de Ana Maria Braga no cancioneiro brasileiro. Como assim? Tudo bem que ela é ela, dona dela mesma, por direito, quem sou eu para julgar? Mas acho que ia preferir o louro José. (Por sinal, esse post acompanha uma linha de sax bem chatinha, para deixar tudo mais *romântico*) No fantástico mundo dos vídeos relacionados do Youtube, encontrei este cover que Susana Vieira, a pior atriz brasileira, fez de “Na Rua, na Chuva, na Fazenda”, uma das piores músicas brasileiras. Jogue suas mãos para o céu e agradeça se acaso não tiver ouvido ainda, mas, claro, de maneira masoquista, clique no play. Quem canta melhor no karaokê? Desafio.

O gosto é camaleão

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camaleao

Brega, farofa, bizarro. Adjetivos não faltam para criticar quem curte um bom clássico de axé. A verdade é que a mesma pessoa que reclama vai atrás do trio depois de algumas cervejas. Essa daí foi escrita no fim dos anos 1980. O Brasil sequer era tetracampeão quando essa apresentação histórica foi ao ar. De certa forma, o gosto é camaleão.

http://www.youtube.com/watch?v=eh5THrdS_oM

Ednaldo Pereira, um homem a frente de seu tempo

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Introduzindo, Ednaldo Pereira, um paraíbano a frente de seu tempo. Um homem que só será compreendido pelas gerações futuras. Sua canção hit “What is the brother” é uma peça avançada de ativismo social, que clama por uma sociedade melhor, mais justa. Um anagrama fonético, o refrão pode ser entendido em outros níveis significativos como “Water is the broder” ou, melhor, “O ateísta é brother”, em um impulso unificador de crenças, religiões, ou sua ausência na sociedade. Sem mais, um gênio.

Em sua outra canção “Vale nada vale tudo”, Ednaldo eleva nossa discussão filosófica e existencial:

“A vida é assim, cheia de dificuldades, fale o que quiser. Você não vale nada, você vale tudo, você não topa qualquer parada, pois você quer ser nada, e é de tudo”

Aqui nós vemos Ednaldo em seu elemento, no Programa do Jô, famoso como deve ser.

Preciso da camiseta com o nome dele agora.

 

Comida ruim de se ouvir

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O menu foi criado com um mix de temperos musicais que engordam qualquer ouvido sedentário.  De entrada serve um bom prato de strogonoff, ao som de Flash Lanche, que você pode acompanhar com um vinho alentejano.

A sobremesa inspirada na culinária colombiana, com várias especiarias e um requebrado espetacular.

depois de um jantar desse nivel você deve esta se sentindo mal. se achando gordo.
para aliviar a tensão e não se sentir o único dança um pouco ao som do melô do comelão.

Camelo + Sandy: As Quatro Estações

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Se há uma coisa linda na internet é que ela não esquece nunca. Nós podemos até tentar apagar, aniquilar as memórias da face da Terra, mas elas permanecem, se replicam, e nunca largam do nosso pé. Está aí esse vídeo do Marcelo Camelo, cantando As Quatro Estações, com Sandy, a queridinha do Brasil mais chatinha de todos os tempos. A música é dela, é péssima, e ele canta com a desenvoltura de quem não está com vergonha do que está fazendo.

E já que estamos nesse assunto, taí a atual namorada do bofe, Mallu Magalhães, no tempo em que fazia folkzinho sem sal em inglês e não cortava o cabelo em lugar chique, e nem usava batom vermelho.

O tempo, esse mago.

O lado Wando da pessoa

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Uma lady na mesa, uma louca na cama… Quem não se identifica com isso? Elymar Santos se encaixa num perfil romântico-sexual que muitos não entendem ou fingem não entender. Pode remeter a grandes amores ou paixões casuais. A trilha sonora do coração para qualquer hora. É só aumentar o volume e imaginar, lembrar.