Ativistas mostram indícios de maus-tratos em beagles

Ativistas que participaram na madrugada desta sexta-feira (18) da invasão ao laboratório do Instituto Royal, que fica em São Roque, a 59 km de São Paulo, mostraram ao G1 sinais que, segundo elas, apontam para indícios de maus-tratos nos animais. Entre as marcas estão línguas cortadas, picadas para testes e vermelhidão nas orelhas, apontam os defensores dos animais. Ativistas mostram indícios de maus-tratos em beagles.

Os sinais, de acordo com os ativistas, são resultados dos testes desenvolvidos para as indústrias cosméticas e farmacêuticas. O G1 esteve com os quatro cães, que estão na cidade de São Paulo. Apesar dos sinais, eles estavam brincalhões e pedindo por carinho nesta tarde (assista no vídeo acima).

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Uma das ativistas que trouxe para a capital paulista quatro beagles disse que a raça costuma ser escolhida pelos laboratórios para os testes por ser dócil e permitir o contato sem agressão.

“O fato de o beagle ser submisso e passivo facilita e também pela genética, pelo fato de eles serem 100% puros”, disse.

A ativista relatou que encontrou os cães presos em salas nesta madrugada e ficou “chocada” com o cenário que viu. “Fomos as primeiras ao ver os animais, eles estavam numa sala com uma luz forte, absurda”, disse, acrescentando que sua amiga até vomitou ao sentir o cheiro forte da sala, por conta do cocô dos cachorros.
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A defensora dos animais descreveu, ainda, que os beagles ficavam em salas separadas dentro do instituto. “Tinha uma com filhotes, uma com fêmeas, uma com os de pelos raspados.”

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Dezenas de ativistas derrubaram um portão e invadiram, por volta das 2h desta sexta-feira, o laboratório do Instituto Royal, que fica a 59 km de São Paulo. Eles levaram em carros próprios 178 cães que estavam no complexo, motivados pelas suspeitas de que os bichos sofriam maus-tratos no local, e registraram boletim de ocorrência. Um segundo boletim, por furto qualificado, foi feito contra os ativistas, com base no relato dos policiais que acompanharam a manifestação e a invasão no instituto.

Em 2012, após receber uma denúncia contra o instituto, o Ministério Público de São Roque abriu uma investigação, ainda não concluída. “Foram feitas duas visitas. Uma delas por uma veterinária de uma organização internacional. Na época, nenhuma irregularidade foi encontrada”, disse o promotor Wilson Velasco Júnior. De acordo com ele, as pesquisas eram de empresas de cosméticos, mas a lei permite que os clientes do laboratório sejam mantidos em sigilo. Ele disse ainda que a prática de vivissecção – a dissecação de animais vivos para estudos – é autorizada.

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